Ferida de diabetes no pé: como tratá-las de maneira eficiente? - Blog Meu Pé de Conforto

Ferida de diabetes no pé: como tratá-las de maneira eficiente?

Postado em 10/11/2020
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Existem milhões de diabéticos no mundo inteiro e esse número não para de crescer. Se trata de uma doença crônica relacionada à deficiência na produção de insulina ou da sua utilização pelo organismo. Além de vários outros sintomas, a chamada ferida de diabetes no pé costuma ser bastante comum.

Se você conhece algumas pessoas diabéticas, possivelmente pelo menos uma delas deve sofrer com esse tipo de complicação. O mais importante é manter todos os cuidados possíveis, até porque a amputação dos membros inferiores é, infelizmente, uma realidade para alguns.

Quer saber como tratar essas feridas e ajudar na prevenção de novas? Acompanhe o texto e descubra várias dicas!

O que acontece com os pés dos diabéticos?

As feridas, geralmente, aparecem nos pés dos diabéticos por causa da má circulação sanguínea quando os níveis de insulina não estão controlados. Logo, certas regiões tendem a ficar machucadas e a surgir as úlceras.

Outro sintoma recorrente é a perda de sensibilidade da pele, principalmente nesse local do corpo. Com a capacidade reduzida de sentir dores, ou qualquer incômodo, os machucados podem se multiplicar e, às vezes, a pessoa não percebe.

Como se não fosse o bastante, outra consequência é que a falta da oxigenação necessária (derivada da baixa circulação do sangue) é capaz de afetar a cicatrização das feridas e até comprometer os tecidos — o que causa as necroses. Assim, esses locais ficam abertos e vulneráveis à ação de bactérias, o que aumenta o risco de ter um quadro irreversível e ter que amputar o membro.

Para tentar evitar que tudo isso aconteça, é muito importante ficar atento aos principais sinais, como:

  • queimação;
  • dormência;
  • dores e fraqueza;
  • perda da sensibilidade;
  • ressecamento;
  • rachaduras;
  • inchaço;
  • feridas.

Como tratar esses problemas?

É claro, cada caso exige cuidados especiais e não há como definir uma receita mágica para resolver o problema de todo mundo. Toda questão de saúde deve ser avaliada individualmente para que as melhores soluções sejam encontradas — de preferência por um endocrinologista, que é a especialidade que cuida da diabetes. Se for preciso, ele pode encaminhar para um dermatologista, por exemplo.

Contudo, ainda assim existem dicas gerais que podem ser incluídas na rotina e vão contribuir com o tratamento das feridas, além de prevenir mais complicações. Veja abaixo as nossos sugestões.

Tenha um acompanhamento médico

A principal tarefa para os diabéticos é seguir um tratamento orientado pelo seu médico, até porque a diabetes não é uma doença que é curada do dia para a noite — como pode acontecer com uma gripe depois de tomar os medicamentos prescritos.

Tentar, pelo menos, tratar ou controlar as causas do problema é essencial e o acompanhamento profissional é a melhor maneira de fazer isso. É bom fazer um check-up a cada seis meses ou com a frequência indicada pelo especialista.

Vale dizer ainda que algumas das feridas podem apresentar inflamações ou infecções, sendo necessário tomar remédios que ajudem na reversão desses processos. Como a automedicação é extremamente perigosa, esse é mais um motivo para procurar um médico.

Corte as unhas com frequência

As unhas merecem uma atenção especial nesses casos, pois o ideal é evitar que elas sejam mais uma complicação, não é verdade? Os pés dos diabéticos já são sensíveis o suficiente para sofrer com o encravamento, por exemplo.

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Por isso, é recomendado cortar as unhas cerca de duas vezes ao mês, para prevenir o surgimento de cantos e pontas que possam ferir a pele. Caso você não saiba, o melhor formato de corte para isso é o reto.

Quem não tiver muita habilidade com esse tipo de tarefa deve procurar um podólogo ou pedicure. Na ocasião, informe sobre a diabetes para que todos os cuidados sejam tomados.

Mantenha os pés sempre limpos

A higiene é outro ponto fundamental. Talvez pareça óbvio, mas a presença das feridas pode deixar as pessoas temerosas de “mexer” no local afetado. Contudo, é indispensável manter os pés bem higienizados e hidratados todos os dias.

Siga algumas dicas básicas para cumprir essa missão: lave com água morna e use um sabonete apropriado para limpar toda a região. Depois, seque muito bem cada área e passe um bom creme hidratante, já que o ressecamento é um sintoma comum.

Controle a glicose na dieta

Não adianta muito cuidar das feridas se a causa delas também não for tratada. Por isso, o mais importante é que o nível de glicose esteja controlado e a doença “estabilizada”. Isso depende muito da análise do médico para cada caso e das suas prescrições — que podem envolver medicação específica.

Porém, é natural os diabéticos precisarem rever os hábitos alimentares para reduzir a ingestão de açúcares. Nesse sentido, é bom lembrar que não estamos falando somente do açúcar, geralmente adicionados aos cafezinhos, mas de vários outros alimentos com alto índice glicêmico.

Logo, uma ótima ideia é buscar a ajuda de um nutricionista para ter um cardápio personalizado e entender melhor como os seus objetivos podem ser alcançados.

Evite ficar descalço

Andar descalço dentro de casa pode ser algo prazeroso para muita gente, só que não dá para negar que os pés ficam muito mais expostos nessas situações. Batidas, arranhões e qualquer pequena lesão são capazes de favorecer o surgimento de uma nova úlcera.

Para alguém que não tem diabetes, o machucado não deve resultar em nada e desaparece em poucos dias. Para os diabéticos as consequências podem ser bem diferentes e é melhor não dar sorte ao acaso, certo? Manter os pés protegidos faz muito sentido e os chinelos serão seus melhores aliados para ficar em casa!

Use sapatos adequados

Por último e tão importante quanto todas as outras sugestões: tome cuidado com os sapatos escolhidos no dia a dia. O pé diabético é muito sensível e as feridas não devem ser “agredidas” o tempo todo com um calçado desconfortável.

Sendo assim, algumas características que você deve buscar ao comprar um sapato para diabético são:

  • boa largura para não ficar apertando os pés o tempo todo;
  • regulagem para acomodar melhor os pés (velcros, cadarços, elásticos, fivelas etc);
  • material confortável e de alta qualidade;
  • acabamento que não prejudique o uso (como costuras em locais inapropriados);
  • palmilhas macias.

As opções ortopédicas são muito indicadas por reunirem várias qualidades e visam o conforto acima de qualquer outro benefício. Então, se você sofre com ferida de diabetes no pé ou conhece alguém que está passando por isso, não deixe de seguir todas essas sugestões para preservar o seu bem-estar! Combinado?

Curtiu todas as dicas? Aproveite para compartilhar este post nas suas redes sociais para alertar todos os amigos e conhecidos que têm diabetes!

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