O que é escoliose? Saiba como tratá-la! - Blog Meu Pé de Conforto

O que é escoliose? Saiba como tratá-la!

Postado em 13/02/2020

Ter problemas na coluna é sempre uma situação terrível. Afinal, esse é um conjunto de ossos que corresponde a nossa estrutura. Qualquer tipo de incômodo nessa região significa perda da qualidade na movimentação, portanto, do bem-estar. 

Nesse sentido, entre as diversas deformações que podem aparecer está a escoliose. Se você não sabe o que é escoliose, é bom ficar atento, pois essa doença é mais comum do que se imagina.

Neste texto, vamos falar para você tudo o que é preciso saber sobre ela. Entenda! 

O que é escoliose? 

A escoliose é um tipo de deformação que ocorre na região da coluna, que faz a área ficar com uma curvatura. Em alguns casos, também pode ser acompanhada do que chamamos de giba, ou seja, a rotação das vértebras. 

Três tipos principais de escoliose podem surgir em uma pessoa:

  • congênita;
  • idiopática;
  • neuromuscular. 

Quais são os sintomas? 

Algumas características físicas podem indicar a escoliose. Por exemplo, um dos ombros mais alto que o outro, ou mesmo, o quadril mais inclinado para um lado. 

No início da deformidade pode ser difícil percebê-la, porém, quando o indivíduo se inclina para a frente é possível ver a falta de simetria entre os lados. 

Entre outros sintomas, a coluna forma uma curvatura para a esquerda ou direita, podendo ter a aparência de um C ou S (mais de uma curvatura), dor e incômodo na musculatura da região. 

Quais são as causas? 

Cada tipo de escoliose tem uma causa específica. A seguir, vamos entender os principais detalhes de cada uma. Confira! 

Idiopática 

Nesse tipo de escoliose não há exatamente uma causa. Contudo, existem algumas tendências que podem facilitar o aparecimento da doença. 

Por exemplo, a idade, já que pessoas mais velhas tendem a ter desgaste natural dos ossos. Assim como pessoas que estão na puberdade podem apresentar os sintomas da doença com mais facilidade. 

Também, mulheres têm mais chances de desenvolver na adolescência a deformação na coluna. Por último, a genética, já que pessoas da mesma família com histórico podem apresentar a doença. 

Congênita 

Também conhecida como a escoliose de nascença, essa é uma deformação que acontece em razão de má formação das vértebras ou quando há um distúrbio na ligação dos ossos. Geralmente tem relação ao momento do desenvolvimento do bebê no útero, quando há a união das costelas. 

Neuromuscular 

Essa, como o nome indica, tem origem com problemas neurológicos. Nesse sentido, paralisias cerebral e muscular, originárias de outras doenças, como pólio ou espinha bífida, podem ser responsáveis pelo surgimento da deformidade.

Quais são os exames para identificar? 

Ao suspeitar do possível surgimento da doença, o médico provavelmente tomará uma série de medidas para avaliar as condições do paciente. Em um primeiro momento, é realizado um histórico clínico em que é feito um questionário para saber sobre o estado. A adolescentes, por exemplo, o médico perguntará sobre o crescimento. 

Após essa fase, começa a avaliação física para perceber os sinais aparentes da deformidade. É possível que nesse momento o médico sinta a necessidade de fazer diferentes exames. Entre eles, o neurológico para descobrir a origem da fraqueza muscular (quando há) e os reflexos involuntários. 

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Algumas situações podem exigir que seja necessário fazer uma tomografia computadorizada e também ressonância. Esses exames são cruciais para determinar o nível da deformidade e encaminhar ao melhor tratamento. 

O teste de Adams (que é quando o paciente flexiona o tronco para a frente e abaixa) pode ser utilizado para diagnosticar a escoliose, principalmente a idiopática em adolescentes. Também pode ser útil para identificar a giba. 

Qual é o tratamento? 

Em alguns casos, a escoliose só é percebida quando já está bem visível o desconforto. O tratamento para a deformidade tende a ter um aspecto tradicional em que são utilizados métodos mais conservadores. 

Além disso, o médico pode considerar as características físicas do paciente, como idade, padrão, nível da curvatura e grau da dor. 

Como essa doença não tem cura, o objetivo do tratamento é sempre aliviar os sintomas e impedir que o transtorno evolua. 

Para adolescentes, o método vai seguir de acordo com a causa, tamanho e onde a curvatura está localizada. Também, são analisados o crescimento do paciente. Para os que têm menos de 20° de curvatura, é recomendada a observação do quadro. 

Coletes e sapatos ortopédicos 

Certos diagnósticos em adolescentes em que a curvatura já está em um nível mais avançado, passando dos 25° a 30°, é possível haver a necessidade do uso de coletes. 

Chamados de órteses, são um instrumento auxiliar para atrasar a evolução da curvatura. É bom saber que há vários tipos de coletes, os mais conhecidos são o Milwaukee, Wilmingtom, Boston e o de Charleston. 

Além disso, é provável que outras iniciativas sejam necessárias como a fisioterapia. Nessa situação específica, a RPG (reeducação postural globalizada) que consiste em alongamentos e estimulação elétrica para melhorar a musculatura da região. 

O uso de palmilhas e sapatos ortopédicos pode se fazer necessário. À medida que eles ajudam no equilíbrio do caminhar, aliviando a sobrecarga da coluna, também auxiliam no controle da progressão da doença. 

Cirurgia 

Não é uma medida recomendada para todos, e se restringe a adultos em situações específicas. Como no caso de pacientes em que há 50° de curvatura. 

Nesses tipos, além do desconforto, o indivíduo apresenta um quadro de dor intensa e o pulmão fica comprometido. Então, há a necessidade de correção da coluna de forma invasiva. 

Até aqui, você pode ver o que é a escoliose e como ela age na região da coluna. Lembrando que, para o diagnóstico e tratamento, é comum que haja um período de observação, principalmente, em adolescentes. 

Além disso, em alguns casos, podem ser necessários exames mais profundos, como a ressonância e a tomografia, bem como avaliações neurológicas.

No decorrer do tratamento, coletes e sapatos ortopédicos fazem a diferença para evitar que a escoliose avance. A cirurgia só é realizada em casos especiais em que a curvatura é tão ampla que a função pulmonar já está comprometida. 

Esperamos que o texto tenha esclarecido o que é escoliose. Gostou deste artigo? Então, continue aprendendo: acesse agora nosso post sobre a diferença entre sapatos terapêuticos e ortopédicos!

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