Sintomas da diabetes: conheça os principais e saiba como evitá-las - Blog Meu Pé de Conforto

Sintomas da diabetes: conheça os principais e saiba como evitá-las

Postado em 13/11/2017

A diabetes se caracteriza pela falta ou insuficiência do hormônio insulina, problema que provoca um aumento da glicose no sangue. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 14 milhões de brasileiros possuem a doença. Mas apesar de comum, ainda são muitas as dúvidas sobre como prevenir e tratar a diabetes.

Para evitar problemas maiores, é preciso ficar atento aos sintomas da diabetes. Neste post, você vai entender como identificá-los para se prevenir da doença.

Como acontece a diabetes?

A insulina é o hormônio responsável por controlar a quantidade de glicose no sangue. Ela reduz a glicemia, permitindo que o açúcar penetre dentro das células e seja utilizado como fonte de energia.

Quando o pâncreas não é capaz de produzir esse hormônio, ou quando o corpo cria uma resistência à insulina, ocorre a hiperglicemia. Essa alteração causa um aumento de glicose no sangue, o que é prejudicial ao organismo e pode levar à diabetes. O problema gera danos nos órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Quais os tipos de diabetes e como evitá-los?

Existem quatro tipos principais de diabetes: tipo 1, pré-diabetes, tipo 2 e diabetes gestacional. Veja abaixo as características de cada uma:

Diabetes tipo 1

Essa doença é caracterizada por um processo autoimune que, geralmente, surge na infância ou na adolescência, mas também pode aparecer na fase adulta. A diabetes tipo 1 atinge cerca de 5 a 10% do total de pacientes com a doença.

Ela acontece porque o sistema imunológico ataca a célula beta pancreática e o organismo perde a capacidade de produzir a insulina. Dessa forma, a glicose fica acumulada no sangue ao invés de ser usada como energia.

Ao ser diagnosticado, o paciente precisará injetar insulina, além de iniciar o tratamento com medicamentos, plano alimentar e atividades físicas. Essas ações são necessárias para controlar o nível de glicose no sangue.

Pré-diabetes

O termo pré-diabetes é utilizado quando o paciente tem uma predisposição genética para desenvolver a doença. É um alerta do próprio corpo indicando que os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal. Nesse caso, há chances de retardar ou reverter a condição.

Hipertensos, obesos e pessoas com alterações nos lipídios devem prevenir-se, pois fazem parte do grupo de risco. Esses pacientes precisam perder peso (5 a 10%), mudar os hábitos alimentares com uma dieta equilibrada e praticar exercícios físicos para diminuírem as chances de ter a doença.

Diabetes tipo 2

Esse é o tipo mais comum, atinge cerca de 90% dos diabéticos, normalmente adultos. Ela acontece quando o corpo não consegue utilizar a quantidade ideal da insulina produzida ou quando o organismo não produz a quantidade suficiente para controlar a glicemia — resistência à insulina.

O tratamento é feito com um planejamento alimentar e a prática de atividades físicas, mas também pode incluir medicamentos orais ou injetáveis.

Diabetes gestacional

Como o próprio nome diz, é a diabetes desenvolvida durante a gestação. Devido às mudanças hormonais que acontecem no organismo feminino nesse período, a ação da insulina é reduzida, provocando o aumento nos níveis de glicose no sangue. Mas essa não é uma regra, nem todas as mulheres reagem dessa forma.

A partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), a gestante deve realizar exames para verificar os níveis de glicose. Se a doença for diagnosticada, a paciente vai precisar de uma orientação nutricional e praticar atividades físicas autorizadas por um médico.

A condição é comum na gestação, mas deve ser feito o acompanhamento mesmo após o parto, pois essas pacientes têm maior risco de desenvolver a diabetes tipo 2 no futuro. O diagnóstico sobre a evolução ou não da doença, se dá por meio de um novo teste oral de tolerância à glicose após o parto.

Quais os sintomas da diabetes?

Cada tipo de diabetes tem sintomas específicos, mas os mais comuns são:

  • visão turva;
  • sede constante;
  • má cicatrização;
  • perda de peso repentina;
  • aumento do apetite;
  • náuseas ou vômito;
  • cansaço excessivo;
  • dificuldade de concentração e controle mental.

Na diabetes tipo 1, além dos sintomas já citados, o paciente também pode sentir vontade de urinar com frequência, fraqueza, nervosismo e mudanças de humor repentinas. Já no tipo 2, pode haver formigamento nos pésnódulos e infecções (rins, pele e bexiga). Um exemplo disso é o surgimento de feridas que demoram a cicatrizar.

Na gestacional, a mulher tem visão embaçada, sede e fome excessiva. Já na pré-diabetes, os sintomas não aparecem de forma clara, o maior indicativo são os resultados dos exames de rotina.

Como prevenir os sintomas da diabetes?

O primeiro passo é identificar no seu histórico familiar se há casos de diabetes. Se sim, você deve ficar atento. O mesmo vale para mulheres que tiveram diabetes durante a gestação e os pré-diabéticos.

Pessoas sedentárias, com má alimentação, sobrepeso e hipertensão, principalmente acima dos 40 anos, devem adotar hábitos saudáveis, pois estão no grupo de risco. Um deles é evitar o tabagismo, pois o cigarro é extremamente prejudicial aos diabéticos. Também é importante controlar a pressão arterial e evitar medicamentos que possam agredir o pâncreas.

A melhor forma para prevenir e controlar a diabetes é adotar uma vida saudável. É importante consumir uma dieta balanceada, rica em legumes, frutas e com redução de açúcar e gorduras. Combinar essa medida com a prática de exercícios físicos ajuda a controlar o peso.

Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, dormir bem e procurar uma atividade que ajude a reduzir o estresse também ajudam na prevenção. Além disso, é indicado realizar exames com frequência para verificar as taxas de glicose: glicemia de jejum, hemoglobina glicada e curva glicêmica.

Agora que você já sabe quais são os sintomas da diabetes, quais os tipos da doença e os tratamentos, ficou mais fácil cuidar da saúde, não é mesmo? Prevenir sempre será o melhor remédio, portanto, ao observar algum sinal da doença procure ajuda médica — afinal, ninguém gosta de ficar doente ou enfrentar problemas de saúde.

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